E a vida segue assim: num equilíbrio de tragédias e maravilhas.
Hora boa. Hora ruim. E a todo tempo confusa.
E o tempo todo surge o novo.
E o mais velho vai definhando.
E não demora muito e vem o fim.
Aos corações cabem suportar as ruínas da dor.
Ao corpo, cabe não abater-se tanto ao ponto de perder o controle. Eis o difícil trabalho da mente.
Porque esse é o destino de nós viajantes,
E esse é o nosso destino. Nós, que já vinhemos na condição do adeus.
Adeus...
E o mundo segue.
E lá se vai mais um.
domingo, 29 de setembro de 2013
domingo, 2 de dezembro de 2012
A noite de ontem
Ontem eu lembro de ter rodado a chave na porta, ligado o notebook
e apagando antes mesmo de escutar a musiquinha de iniciação do Windows...
Levantei um pouco tarde - 10h. Lembrei que meu dia seria bem
corrido, tomei banho, coloquei uma camisa vermelha, bermuda e tênis, peguei meu
passe legal e segui para o ponto de ônibus. Depois de uns 20min segui viagem
rumo ao centro da cidade. Lá estava eu na janela do 303. Meus óculos protegiam minhas retinas que estavam
incomodadas com a claridade daquela manhã. Muito quente. Cheguei no trabalho um
pouco tarde. Nada estava como deixei no dia anterior e isso prejudicou alguns
dos meus colegas, que tiveram que organizar tudo antes de iniciarmos os nossos
trabalhos. Enfim, deu tudo certo. Depois das 13h fui liberado e sai direto
para a Universidade Federal Da Paraíba, onde encontrei alguns dos colegas do
curso de jornalismo, no CA, onde estava acontecendo uma feijoada. A festa era de boas vindas
aos Feras do curso de “Rádio e TV e Jornalismo”. Poucos dos feras estavam presentes e a
bagunça mesmo quem fez, fomos nós, veteranos. Entre um copo e outro de Ypioca,
descobri que a bebida era cachaça e não vodka, como sempre, inocentemente, achei que fosse. (quanta
ignorância) Eu e meus parceiros: Thais Vital e Guilhardo Martins, estávamos bêbados
no segundo copo de bebida. Papeamos, contamos piadas, sorrimos, e ainda compartilhamos
algumas putarias, olhamos algumas belas curvas das meninas que estavam remexendo
seus corpos no ‘resta pé’ que tocava dentro do CA. (não posso esquecer do
ancião que tocava sanfona, um senhor de mais de 80 anos que sobreviveu as 2h do show) Foi uma festa bem legal, estranha e repleta de gente esquisita. Bebidas
esquisitas, brincadeiras esquisitas, e antes que eu ficasse bêbado demais, fui
embora para mais uma etapa de compromisso com o meu trabalho. 5h peguei o
primeiro ônibus sem ver a numeração ou o rumo do mesmo. Ainda bem que o caminho
que ele seguia eu reconhecia. Desci no mesmo lugar que havia descido pela manhã.
Andei um pouco, subi a longa rua da “C&A“ e lá estava eu, sentadinho, esperando
a hora de passar o texto do jornal para reencontrar os parceiros na UFPB depois
das 19h, logo após o subir do roll do telejornal. O câmera chegou menos sóbrio que
eu, e começou a contar piadas, filosofando vida, experiências e radiologias. Eu
ri muito quando ele começou a compor em tempo real uma musiquinha que falava de um
burrinho barato que custava 17 reais. Kkkk Os ponteiros voaram, e logo já eram
19h. Recebi uma mensagem que dizia: “Ei!, vou pra casa porque to morta. Bj” –
Comecei a rir. Eu recebendo mensagem de gente morta. Kkkk Depois reconheci o
número e a “morta”, era minha parceira Thais que já não aguentava mais regar o fígado de álcool. Como eu não estava morto, saí do trampo
direto para o sabadinho bom. Soube que ainda estava rolando um samba na Praça Rio Branco, no Centro Histórico. Nem pensei duas vezes e subi a
rua da Espanada. A praça estava lotada. Encontrei um amigo meio chapado logo na entrada
da praça. Muuuuita gente. Nunca vi a praça tão lotada e já eram quase 20h.
Fomos na cachaçaria ver o movimento e lá tinham dois grupos, um reggae rolando no final da rua, e uma batucada animava os cachaceiros que faziam a festa na Philipeia.
Peguei minha dose, e desci pra praça novamente. Muitas mulheres gostosas passam,
e meus olhos já estavam famintos. Percebi que o meu teor etílico já tinha
atingido seu ponto ‘X’ e eu já estava generoso demais pro meu gosto. Temi agarrar
uma mamute novamente, então dei um tempo na cerveja, que durou apenas uns 5min.
O meu amigo banhudo não estava disposto a continuar na festa sem beber. Ele
pediu dois reais, comprou dois cigarros e se mandou. Depois de andar um pouco
no meio da multidão, encontrei duas amigas ruivinhas que sambavam e gargalhavam sem parar.
Me aproximei, e depois de abraçá-las bem forte, rimos juntos das personalidades
que se faziam presentes na festa. Elza Soares, Blobeleza, e ainda um velho
tarado que não tirava o olho de uma delas.
Quase 21h, fim do samba na praça.
A multidão que sambava na “Rio Branco” começou a tomar conta do Beco, que logo
ficou lotado e cheio de gente bonita (e feias também hehehe). Depois de papear
bastante e encontrar alguns amigos que eu não via há um bom tempo, peguei
descendo a ladeira da Borborema sem dá um passo. kkk Peguei carona com Vivi e
Rebecca, e fomos falando sobre amizades. Lá estávamos... Praça Antenor Navarro.
Encontrei os primos que bebericavam no ‘Espaço Mundo’ e sentei na mesa para por
os papos em dia. Conversamos, rimos e depois de alguns minutos, fui comprar uma
cerveja na Tia do caldinho verde. Voltei para o bar depois que sequei minha
latinha, comprei algumas fichas no cartão e pedi um hambúrguer que por sinal
estava delicioso. Depois de enganar o estômago, peguei algumas heinekens e já
não me recordara do assunto que rolava na mesa. Fui andar um pouco e respirar o
clima do outro lado. Encontrei Vivi, e ela disse que eu não estava muito legal. Arrancou a cerveja da minha mão, e claro, percebi que estava na hora de ir para casa.
Falei com todos, abracei alguns e fui embora. Mais uma vez sem ver, dei a mão
para o primeiro busão que passou e cheguei na integração. Comprei um salgado
barato e um suco ralo de goiaba, enquanto comia, de longe meio embaçado eu
tentava enxergar com clareza a numeração do meu coletivo. Ainda mastigando o
ultimo pedaço do salgado, peguei o 303 de volta para casa. Depois de uns 15min
cheguei em casa, abri a porta, entrei no quarto e... zzz.
domingo, 1 de julho de 2012
Férias
Férias
Faz tempo que não escrevo sobre nada. Levei a sério essas férias do trabalho paralelo a essa grave da universidade. Não fiz nada. Nem viajei, nem escrevi, mas relaxei a mente. Pouco produtivo talvez. Nada pra compartilhar. Essas férias foram única e inteiramente minhas. Cinco anos que não descanso. Cinco anos que não paro pra pensar em coisas simples... Na minha vida, nas minhas viagens, nas minhas experiências, nas minhas relações com o mundo, com as pessoas, comigo mesmo. Trinta dias e eu explorei eles da minha maneira. Dormi tarde, acordei mais tarde ainda. Hora incerta pra comer, Café da manhã, almoço, jantar, lanchinho blá blá blá. Hora de comer é hora que dá fome e ‘ponto’.
Minha madrugada foi regada de filmes.
Clássicos antigos e alguns lançamentos. Entre terror, suspense, comédia, ação,
aventura, enfim... Nada chato de mais que não desse pra assistir até o fim, ou
bom de MAIS, que deveria ter assistido antes.
Nada de regras. Nem pensar. Essa foi as
férias de fazer o que quiser, quando quiser, com quem quiser. Trinta dias de
liberdade temporária. Eu sabia que não ia demorar muito e eu teria que acordar
a hora de sempre, fazer as mesmas coisas de sempre, e ser guiado pelo lembrete
do celular, o dia inteiro, pra não esquecer de nada. Por que não explorar um
pouco essa tão curta liberdade!?
Estou ficando mais velho. Menos
maduro, mais tolerante e menos chato. Certas coisas na sua vida não têm
controle. Por mais que tentemos fazer acontecer de acordo com nosso plano
perfeito. Aprendi muitas coisas legais com o tempo, com a vida, com as minhas experiências
e de terceiros. Por mais organizado e pretensioso que sejamos, a vida é sempre
uma caixinha de surpresa. Tudo acontece naturalmente sem uma regra básica.
Aquela bola de cristal que sabe das coisas não sabe é de NADA. Não passa de uma
coisa, uma criação. Não passa de mais uma tentativa da mente humana de fazer as
coisas dar certo, mesmo dando tudo errado. Todo mundo tem essa bolinha cristal.
Planos, sonhos, metas... Tantas coisas.
Junho de 2012 passou bem rápido. Dias
de chuva, alguns ensolarados. Festas juninas. Mês bem propício para as férias
no nordeste. Forró do bom... Atrações nos quatro cantos da cidade. Cumpri o meu
papel de nordestino, e bom paraibano. Lá estava eu na ‘Praça dos Cem reis’ (Centro
da Cidade de João Pessoa) acompanhando a programação show de bola da minha
cidade. Melhor que isso foi as festa no espaço mundo. ‘O menor São João do mundo’
no varadouro, Fo encerrado co chave de ouro com um show da banda CABRUEIRA. Espetacular.
Sensacional. Não pude participar da quadrilha alternativa, mas o atestado não
me impediu de acompanhar a festa de longe. Nem os pontos na boca de curtir a
ultima música da banda. (Ninguém é de ferro).
Revi amigos, me aproximei dos afastados,
passei boa parte do meu tempo com meus parentes. Dizem que “família quando não
mata aleija”. Eu sobrevivi. (Risos) Inteirinho em folha. Até mais revigorado
como de costume.
Não fiz nada que não me desse
vontade. Nem fui pra lugar nenhum que eu não quisesse. Nada pra se arrepender.
Nenhum feito mal feito. -“Ai! Ele teve as férias perfeitas”-Não.Mas foi legal
ousar um pouco das minhas vontades, negando a maioria das obrigações que tenho
que dá conta durante a minha rotina normal. Trabalho... Faculdade... Férias em
um e em outro uma greve. A paralisação das universidades federais até me deixou
estressado no início. Mas é um direito dos professores, dos funcionário e dos
próprios alunos. E o problema é da “Presidenta” Ela que resolva. Só sei que
veio a calhar essa greve, bem colada nas minhas férias. Melhor impossível.
O que dizer dessas férias? Nada. Creio
que já resumi o que eu gostaria de dizer. Foi legal. Me diverti, e estou pronto
para a próxima. É isso... Se for viajar me chama. E se for beber me convida.
(Editando-Terminar texto)
(Editando-Terminar texto)
sábado, 21 de abril de 2012
Quiet City
Foz do Iguaçu. Cidade onde predomina o verde e a tranquilidade.
As pessoas andam tranquilas, sem reações de medo ou desconfianças. Encontrar essa raridade no Brasil, é como encontrar pedrinhas de ouro no meio da estrada. A Paz já não sobrepõe à
violência. É nisso que pensamos quando estamos em outra cidade, bem diferente da nossa. Eu senti uma inveja-boa da liberdade que as pessoas têm de poder ir e
vir, sem se preocupar, sem temer. Que cidade linda. Que Foz do Iguaçu fantástica.
Turistas aqui são bem recepcionados. Recebi as melhores dicas das pessoas que encontrei nas ruas. Eu, com sede aventura, em busca de conhecer o lugar, outras pessoas, uma outra cultura com outros hábitos, circulei pela cidade inteira de moto. A cada esquina, um novo encanto. O lugar perfeito que eu estava procurando. Achei a sombra perfeita para dar-me o luxo de aliviar o stress e agregar outras energias.
Turistas aqui são bem recepcionados. Recebi as melhores dicas das pessoas que encontrei nas ruas. Eu, com sede aventura, em busca de conhecer o lugar, outras pessoas, uma outra cultura com outros hábitos, circulei pela cidade inteira de moto. A cada esquina, um novo encanto. O lugar perfeito que eu estava procurando. Achei a sombra perfeita para dar-me o luxo de aliviar o stress e agregar outras energias.
Descansei. Li meus livros nas praças da cidade. Relaxei nas piscinas geladas do Presidente Foz, e caminhei toda noite pela cidade, bebericando nos bares sem nome que cruzavam o meu caminho. Eu vim em busca disso: descansar e renovar as energias,
e como toda viagem agradável, levar dela o seu melhor comigo. Hasta la vista, Foz.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Primeira ligação
Hoje eu fiz a primeira ligação para casa. Eu liguei a primeira vez e estava ocupado. Liguei a segunda vez e começou a chamar. O coração bateu forte, a lágrima começou a cair dos meus olhos. A sensação era que ele ia atender o telefone e dizer o de sempre: "Pron-tô".
Enquanto eu chorava, o telefone chamou, chamou até o último toque. :/
Enquanto eu chorava, o telefone chamou, chamou até o último toque. :/
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Lembranças... Minhas noites têm sido tomadas por elas.
Á noite é impossível não chorar. Não lembrar. Cada padaço do meu espaço é obra dele. As paredes do meu quarto foi ele que levantou. Se fecho os olhos quando estou entre essas quatro paredes, parece que escuto ele dizer quando terminou a obra... "Pronto fí, agora você tem seu espaço" :/
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Era assim que ele gostaria de ser lembrado...
Por sua felicidade, seu jeito fácil de tirar um sorriso de todos. Sua maneira única de tratar cada convidado como se fosse da família e deixá-los à vontade. Suas brincadeiras e conselhos de marido, pai, avô, enfim... É hora de mostrar que somos fortes senhores (as) "Targinos" e não deixar morrer os nossos encontros familiares e festas. Hora de pr...ovar que herdamos a sua força e a sua alegria, e assim como ele fazia, vamos copiá-lo e encarar os dias ruins com um sorriso... (“Ta difícil agora, mas amanhã a gente acorda e ta tudo bem” – Antonio Targino)
Eu tenho certeza que a vontade dele é que nós continuemos o que ele começou. Ontem, Eu não quis sair do lado dele nem por um segundo, não consegui. Eu cheguei perto de caixão, coloquei a mão encima da mão dele e disse -“Bença vô”. Pela primeira vez sem interrogação por que eu sabia que ele não iria me responder. Passaram horas, e antes que fechasse o caixão, eu sei que de algum lugar ele respondeu - “Deus te abençoe fí”. Minha reação foi de insustentação, descontrole, por ser a ultima vez... A ultima benção. “Sem tirá-lo do meu coração... A vida me ensinou ontem a dizer adeus às pessoas que eu amo”.(Charles Chaplin)
Karlos Antonio
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